De fininho, Brasília conquistou espaço no cenário da moda nacional, e agora experimenta passos mais largos. Produtos brasilienses invadem o mercado internacional, com destaque para o toque artesanal das produções e ações ligadas à sustentabilidade. Há duas edições, o Capital Fashion Week já demonstra a preocupação em apoiar a exportação da produção local. Os novos estilistas apresentados no CFW entram para a lista de exportadores de moda e fecham contratos internacionais. Com a crescente demanda, o evento tem disponibilizado o espaço Business, onde um salão é dedicado a stands de fábricas do Distrito Federal e entorno. O espaço Business traz ainda uma passarela para desfiles direcionados à jornalistas e compradores.
A iniciativa do CFW surgiu de uma parceria com a Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecções (ABIT) e com a Agência Brasileira de Promoção às Exportações (Apex-Brasil). O projeto prevê apoio para a estruturação das marcas locais e desenvolve a ideia de vendas no atacado para o mercado internacional. O bacana do projeto é a sustentabilidade como pré-requisito para as marcas contarem com todo este apoio. O CFW está tentando incluir o conceito para mostrar a importância da produção associada às ações de preservação ambiental e inclusão social. Muito bem pensado: sustentabilidade de mãos dadas com a moda.
O ideia já rendeu frutos positivos. A Cia do Lacre participou do espaço Business, expondo a produção de bolsas e roupas feitas com lacres de metal (aquele da latinha mesmo). As bolsas encantaram um comprador vindo da Itália que as levou expor na feira internacional de Milão. Resultado: as peças fizeram enorme sucesso e a Cia do Lacre teve que montar um novo núcleo do produção. Coordenadas por Chica Rosa, dez artesãs de Santa Maria-DF estão responsáveis pela demanda. Na foto, Chica Rosa com algumas das meninas poderosas!
Outra empresa de Brasília que está dando voos mais altos é a Confraria. Uma fábrica do Núcleo Bandeirante produz bolsas artesanais para o Japão e cada peça chega a custar até 400 euros, ou seja, a bagatela de mil reais. As que não perceberam ainda que a produção é de Brasília acabam perdendo a chance de desfilar com bolsas lindas e apoiar a produção local. Ana Paula Ávila Silva é a proprietária da Confraria e aposta na qualidade e na originalidade para conquistar o mercado japonês, que compra uma média de mil peças por mês.
A grife brasiliense Jukaf também entrou na onda da exportação. A loja está mandando para o Chile e para Itália, peças do Verão 2010, com direito a um showroom em Milão. A loja brasiliense já tem 30 anos de existência e sucesso nacional, mas agora reúne forças para ir mais longe.
Dá uma olhada na produção da Cia do Lacre e descubra porquê Brasília está bombando na passarela internacional!
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